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Travesseiro de saia, redes,
rimas de medo, estórias de assombração,
no colo da noite o sono.
O sol acorda a mulher ainda menina
meio áfrica, meio índia,
a caravana tem que prosseguir.
A terra trincando sob o casco do burro
que carrega no lombo a esperança,
casca de cobra, tias e tios,
ferrão, pedra, primos e primas, escorpião
e a seca lição de quem não tem fé
tambem não tem destino,
e vão seguindo sem conseguir mudar a paisagem
num caminhar de procissão,
sabe Deus onde vão dar!
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